Democratas investigam deportações de familiares de militares

Escrito em 10/08/2026

WASHINGTON, D.C. — Democratas no Congresso disseram que estão investigando os esforços do governo Trump para deportar militares e seus familiares, depois que a Associated Press constatou que cônjuges e pais de mais de 50 integrantes das Forças Armadas da ativa foram detidos pelas autoridades de imigração.

Em uma carta enviada na noite de domingo ao Departamento de Segurança Interna (DHS), ao Departamento de Defesa e ao Departamento de Assuntos de Veteranos (VA), os democratas disseram que investigarão se o Pentágono e o DHS estão trabalhando de forma coordenada para deportar militares e seus familiares.

“Essas ações colocam em risco a prontidão militar, enfraquecem o moral dos integrantes das Forças Armadas e traem as promessas dos Estados Unidos às pessoas que colocam suas vidas em risco por nossa nação”, afirma a carta, assinada por mais de 60 parlamentares e fornecida à AP.

O Pentágono não quis comentar o assunto, afirmando que “responderá diretamente aos autores da carta”.

O DHS disse à AP que valoriza as contribuições dos militares e acrescentou que “o serviço nas Forças Armadas dos Estados Unidos, por si só, não concede automaticamente status migratório legal nem isenta estrangeiros das consequências de violações das leis de imigração dos Estados Unidos”.

O Departamento de Assuntos de Veteranos não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Na carta, os democratas apresentaram às agências uma extensa lista de perguntas. Eles afirmaram que a aparente colaboração entre o DHS e as Forças Armadas para deportar familiares de militares “levanta preocupações éticas e jurídicas”.

“Donald Trump está quebrando as promessas de nosso país aos militares ao separar dezenas de famílias que receberam a promessa de proteções migratórias”, disse a senadora de Massachusetts Elizabeth Warren. “Isso é simplesmente cruel e está prejudicando a prontidão e o moral das nossas Forças Armadas.”

Foto: The Seattle Times