WASHINGTON, D.C. — Donald Trump chegou à Suprema Corte por volta das 9h40. A presença de um presidente em uma argumentação oral é sem precedentes na história dos Estados Unidos.
A comitiva passou por grupos escolares que visitavam o National Mall enquanto ele seguia da Casa Branca até o tribunal, localizado do outro lado da rua em relação ao Capitólio.
Do lado de fora da Suprema Corte, dezenas de manifestantes e espectadores se reuniram antes das sustentações orais. Os protestos incluíam músicas de Bad Bunny, pessoas gritando “ICE OUT” e cartazes pedindo que o presidente mantenha “as mãos longe da cidadania por nascimento”.
Outras dezenas de pessoas também ficaram na fila na tentativa de entrar e acompanhar a sessão. Um dos primeiros, Leo Contrera, disse estar esperando desde segunda-feira.
A ordem executiva assinada por Trump em seu primeiro dia de volta ao cargo desafia a interpretação de longa data de uma disposição constitucional do século XIX que garante cidadania por nascimento à maioria das pessoas. Trump argumenta que essa garantia não se aplica a filhos de imigrantes sem documentos ou residentes temporários.
Para implementar essa medida, parte de um esforço mais amplo para restringir a imigração, Trump precisará convencer os juízes de que sua interpretação da 14ª Emenda é compatível com a decisão histórica da Suprema Corte de 1898, que manteve a cidadania de um homem nascido em San Francisco, filho de pais chineses impedidos de se naturalizar na época.
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